CRÍTICA LITERÁRIA: A MARCA DE ATENA

aTHENASe você é jovem ou seguidor de religiões neo-pagãs, certamente já ouviu falar dos livros de Rick Riordan, autor das séries Percy Jackson e os OlimpianosAs Crônicas dos Kane e Os Heróis do Olimpo. Assim, minha postagem inaugural no Quartel Pimenta será sobre o último livro de Riordan lançado no Brasil. Trata-se de A Marca de Atena, terceiro volume da série Os Heróis do Olimpo. Na minha humilde opinião, foi o melhor livro que Riordan escreveu até hoje.

O livro teve seu lançamento no Brasil no dia 26 de abril, mas, como parece ser uma diretriz do Quartel atrasar um pouquinho com as postagens, farei a crítica hoje, dia 18 de julho.

Sinopse do livro: Annabeth está apavorada. Justo quando ela está prestes a reencontrar Percy – após seis meses afastados por culpa de Hera -, o Acampamento Júpiter parece estar se preparando para o combate. A bordo do Argo II com os amigos Jason, Piper e Leo, ela não pode culpar os semideuses romanos por pensarem que o navio é uma arma de guerra grega: afinal, com um dragão de bronze fumegante como figura de proa, a fantástica criação de Leo não parece mesmo nada amigável. Annabeth só pode torcer para que os romanos vejam seu pretor Jason na embarcação e compreendam que os visitantes do Acampamento Meio-Sangue estão ali em missão de paz. Os problemas de Annabeth não param por aí – ela carrega no bolso um presente da mãe, que veio acompanhado de uma ordem intimidadora: Siga a Marca de Atena. Vingue-me. A guerreira já carrega nas costas o peso da profecia que mandará sete semideuses em busca das Portas da Morte. O que mais Atena poderia querer dela? O maior medo de Annabeth, no entanto, é que Percy tenha mudado. E se ele já estiver habituado demais aos costumes romanos? Será que ainda precisará dos velhos amigos? Como filha da deusa da guerra e da sabedoria, Annabeth sabe que nasceu para liderar; no entanto, também sabe que nunca mais vai querer viver sem o Cabeça de Alga.

 

Atenção: o texto a seguir contém spoilers

(mas, como todos já devem ter lido o livro, não tem problema)

É fato que o Sr. Riordan (Tio Rick, para os íntimos e seguidores do Twitter), é um escritor brilhante, um verdadeiro gênio da literatura do século XXI e um serial killer que daria inveja em vilões como Nazaré Tedesco e Lord Voldemort.

A Marca de Atena prende atenção do leitor do começo ao fim, ao longo de 480 páginas recheadas de aventura, comédia, criaturas mitológicas, história e dramas adolescentes. O livro é divido entre os pontos de vista de quatro personagens: Annabeth, Leo, Piper e Percy – o lado grego da Profecia dos Sete.

Iniciando no ponto em que O Filho de Netuno (segundo livro da série) termina, A Marca de Atena mostra os sete semideuses da Profecia – todos juntos, pela primeira vez – velejando (ou será que voando?) a bordo do Argo II, rumos às Terras Antigas (a.k.a. Grécia) onde deverão derrotar Gaia, a deusa da terra, acometida por insônia, encontrar e fechar as Portas da Morte e, pra completar, salvar Nico di Angelo, que foi capturado pelas forças da deusa dorminhoca.

Como se isso tudo já não fosse o suficiente, Annabeth ainda tem uma missão particular para cumprir (não tá fácil pra ninguém, e até semideuses têm que fazer uns bicos de vez em quando): sua mãe, Atena, que passou a sofrer de esquizofrenia, mandou que ela encontrasse a Marca de Atena (que, por uma coincidência incrível, também é o título do livro), um artefato que foi roubado da Grécia Antiga pelos romanos há centenas de anos, na época em que Oscar Niemayer fazia o Pré-Vestibular.

Um detalhe sobre a busca da Marca de Atena: todos os outros filhos de Atena que receberam tal missão fracassaram e morreram. Isso é pra vocês pararem de reclamar quando suas mães mandarem vocês irem à padaria.

Como é o costume dos livros de Riordan, desde o início os jovens semideuses enfrentam problemas. Já nos primeiros capítulos, Leo é possuído por eidolons (fantasminhas nada camaradas da Mitologia Grega) que o levam a atacar o Acampamento Júpiter, o lar dos semideuses romanos, que parece ser a versão mitológica das escolas militares. O livro segue por uma série de acontecimentos de tirar o fôlego (sério, em uma das cenas, os personagens quase morrem afogados).

Todos os sete personagens principais têm momentos de destaque ao longo da narrativa. E todos parecem se questionar quando à sua real importância dentro do grupo. Mesmo Piper e Jason, que eu considero dois inúteis, possuem alguma utilidade para a estória.

O cenário principal do livro, a cidade de Roma, oferece toda uma nova perspectiva para a série, pois a Mitologia Greco-Romana pode ser vivida em seu território original, embora Rick Riordan tenha feito um excelente trabalho ao transplantar os deuses e monstros para os Estados Unidos.

A Marca de Atena tem um desfecho incrível, que certamente deixará a todos com grande vontade de ler o próximo livro da série, A Casa de Hades. A boa notícia é que a Editora Intrínseca já confirmou que o quarto volume de Os Heróis do Olimpo será lançado em terras tupiniquins ainda em outubro de 2013, simultaneamente ao lançamento da versão em inglês, no país de Obama.

Nota de 0 a 10: 10.

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