¡Uno! ¡dos! ¡tré!

Green Day é uma banda legal. Além de serem experientes, eles resolveram inventar algumas coisas pra serem diferentes do convencional. Foi assim com o American Idiot e com o 21st Century Breakdown, ambos álbuns conceituais (que têm um tema só em todas as músicas). Como, então, trabalhar em um cd novo, sem que ele seja conceitual, e ainda assim ser original? Lançando uma trilogia! Sim, três álbuns seguidos! Isso é Green Day.

 O “esquenta” – ¡Uno!: Seu Billy Joe nos disse que esse álbum soaria como o começo de uma festa, quando você ainda tem que se liberar mais, digamos assim. Pois bem, ele é mesmo isso. ¡Uno! não deixa de ser animado, mas apresenta algumas variações de velocidade, assim como em Oh, Love, o primeiro single e em Stay The Night. Não são lentas nem hiper-rápidas. Sendo assim, esse álbum é o meio-termo. Não deixa de ser bom, claro. Tem seus destaques em Nuclear Family, Kill The DJ, Let Yourself Go e Troublemaker, ou seja, boa parte do cd.

A “festa” – ¡Dos!: Até que ele começa bem calmo com See You Tonight, mas as palhetadas pra baixo contínuas e rápidas e os poucos acordes não deixam dúvida de que o ¡Dos! é mais punk que seu antecessor. Muitos chegaram a criticar a banda pelo afastamento do conceito de punk em si. Bem, sou suspeita pra falar por ser fã, mas não tem muito o que criticar. São músicas animadas que dão vontade de cantar e que se diferem. Por exemplo, Stray Heart possui uma linha de baixo famosa em outras músicas, mas não nas do estilo Green Day. Aliás, Mike Dirnt trabalha muito bem sempre. Tem seus destaques em Fuck Time, Lazy Bones, Ashley, Wow! That’s Loud e na própria Stray Heart.

A “ressaca” – ¡Tré!: Quando soube que esse clima de ressaca tomaria conta do álbum, imaginei que as músicas seriam como Good Ridance (Time of Your Life) ou When It’s Time. Imaginei certo. Quando não é no violão de suas cordas de aço, é a guitarra que perde seus efeitos sujos, limpando uma melodia calma. Sem contar que o baterista – que nomeia o álbum – não teve que se esforçar muito. Sim, isso também é Green Day. ¡Tré! tem seus destaques em Brutal Love, Drama Queen, Kid, Amanda e The Forgotten.

E ainda vem o ¡Quatro!. E, estreiando em capas, o guitarrista Jason White, que está com a banda há anos. Vai ser um documentário legal, assim como a trilogia, espero. No final, é com satisfação que continuo a escutar Green Day e eles continuam fornecendo boas músicas pra que eu nunca pare.

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