Abrindo o tópico Coldplay

Há cerca de uma semana, foi noticiado extra-oficialmente um anúncio de ‘hiatus’ da melhor banda em atividade (sem opiniões pessoais, claro). A verdade é que, sem aparente motivo algum, razão ou circunstâncias definidas, o Coldplay resolveu passar três anos ‘sem grandes shows’. Vago, o anúncio que Chris Martin fez em um show na Austrália leva fãs e apreciadores de música a diversas teses sobre o que pode acontecer nos próximos anos com a banda. Destaco três:

1) Não acontecerão grandes shows e, sim, shows para pequenos públicos, casas noturnas, shows quase que particulares e apresentações em veículos de mídia.

2) Não haverá qualquer tipo de apresentação do Coldplay em qualquer escala de magnitude. Seja show para 100 mil ou 10 mil pessoas, não há diferença. A banda não se apresentará.

3) A banda entrará em um hiato de fato, sem reuniões, aparições ou qualquer tipo de apresentação.

Pouco antes do anúncio, Martin havia cedido uma entrevista a um veículo de mídia confirmando que ‘o próximo álbum do Coldplay terá um título pronunciável’ em alusão a confusão linguística que Mylo Xyloto criou no ano passado. Por isso, muitos acreditam em uma das duas primeiras teorias apresentadas, que não limitariam a banda na questão de desenvolvimento de um novo disco. O conflito é: se um novo disco será produzido, não haverá divulgação por apresentações? Um disco de uma banda da magnitude do Coldplay não faria, no mínimo, uma turnê europeia para apresentar o novo trabalho?

As divergências de produção/divulgação só se resolveriam com o argumento de que nenhum disco da banda fora produzido em menos de 2 anos. Reunidos em 1996, os britânicos lançaram Parachutes apenas em 2000. Dois anos mais tarde, em 2002, saiu A Rush of Blood to the Head, no intervalo mais curto entre produções do Coldplay. Depois desse, X & Y (2005), Viva La Vida or Death and All His Friends (2008) e Mylo Xyloto (2011), todos com suas devidas turnês de apresentação.

Sinceramente, é de minha expectativa que este último argumento seja o destino futuro do grupo. Não os vejo como ‘a melhor banda em atividade’, analisando mais concretamente. Mas é, com certeza, o grupo que mais me cativa atualmente. A emoção diz que são os melhores, a razão diz que nem tanto.

A verdade é que, emocional ou racionalmente, se o Coldplay parar de vez, será uma perda gigante, tanto para fãs, quanto para a gravadora e para a carreira de todos os integrantes. Os quatro estão carimbados com o selo da banda. Pertencem à ela independentemente do que acontecer, como os Beatles, o Guns and Roses, o Queen e tantos outros. São ‘ex-banda’ e serão sempre.

Will Champion, Guy Berryman, Chris Martin e Johnny Buckland: pensem bem.

Obs: esse é um texto chato para quem não gosta da banda. Perdão.

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