A day in the life

1º de Junho é uma data especial. Afinal, Marilyn Monroe e Ron Wood nasceram neste dia e Hugo Capeto foi eleito Rei da França.

Nada disso tem valor. Foi só a partir do ano de 1967 que este dia começou a representar alguma coisa. Neste mesmo dia, o disco Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band, o melhor e mais influente álbum de rock já produzido, foi lançado. É claro que o Quartel Pimenta, nomeado em homenagem ao disco, não poderia deixar o dia de hoje passar em branco.

45 anos se passaram desde que a obra-prima dos Beatles foi lançada. O Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band foi o responsável por separar as fases da curta duração do quarteto inglês. Antes, o que se ouvia era o rock n’ roll característico da época, nada de tão original. Depois, notamos que a criatividade de George, John , Paul e (até) Ringo foi florescendo ao passar dos anos.

O disco foi feito em meio à uma crise. A beatlemania já não era vista como uma coisa saudável pelos integrantes do grupo. Foi, então decidido não haver mais turnês. Inquietantes, cada um procurou uma identidade nova ou algo novo pra fazer. Todas essas novidades acabaram contribuindo para que o álbum sucessor a Revolver viesse a ser inovador. Paul chegou a proclamar que o grupo estava chegando ao fim. Nada mais era que uma jogada de marketing chamando atenção para um novo conceito que os Beatles iriam produzir.

Realmente, as circunstâncias não eram as melhores. Ao mesmo tempo que Paul desejava aproveitar toda a sua crescente criatividade, John se encontrava deprimido no subúrbio de Londres e George, o primeiro a se cansar da loucura dos fãs, começava a gostar de toda a liberdade que conquistou no hiato do grupo. No entanto o grupo se reuniu nos estúdios da Abbey Road no final de 1966.

A ideia era: os Beatles podiam ser o que quisessem ser. A exploração completa do sentido da palavra novo. Assim seria, e foi, o novo disco. Eles criaram um álbum de visões irreais e psicodélicas.

Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band possui menção às big bands, às substâncias alucinógenas por eles introduzidas durante o processo e, por fim, a canção mais genial já produzida, e, com certeza, a melhor canção de John, A Day in the Life. Última música do disco, é a que representa o auge da colaboração entre John e Paul. Lennon compôs a base de uma música que só ficou completa com o fragmento de canção de McCartney. Além disso, Paul decidiu colocar músicos orquestrais e mais alguns vários convidados famosos. A sessão de 10 de fevereiro se tornou festiva, contando com gente como Mick Jagger e Keith Richards. Só depois do assassinato de John, A Day in the Life foi reconhecida como uma obra-prima.

Chego à conclusão de que este disco que aniversaria hoje foi o ponto de partida no progresso da música.

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