Do pó aos meus ouvidos

No início da última semana, estava procrastinando meus estudos mais uma vez. Rodei a minha casa atrás de um disco gospel esquecido pela família. Não o achei. Mas, durante a minha “busca”, foi de encontro aos meu olhos um disco grande, com cara de duplo. Estranhei pelo fato de estar morando na mesma casa por toda a vida e nunca ter me deparado com certo disco.

Hesitei em pegá-lo, por pensar que iria me distrair por um tempo e me tirar do foco, já perdido, nos estudos. Mas peguei. E acertei quanto à distração. Era um disco duplo do Elton John, de nome The Very Best of Elton John, que havia sido comprado por meus progenitores há cerca de 20 anos atrás. Mal sabia que eles ouviam Elton John. Não sei se esse era o motivo de nunca ter me interessado pela música dele e, pior, não gostar nem de tocar no nome dele.

Não iria parar por ali. O abri, coloquei-o no computador e comecei a escutar. Me impressionei. A voz dele não me era estranha, por culpa das rádios “saudosas” que tocam seus hits pops consequentemente. Não me arrependi. A qualidade, indiscutível, se uniu ao meu amor por tudo criado antes dos anos 90. Impossível deixar de compartilhar o que vem perturbando, de forma boa, a minha cabeça nos últimos dias:

Your Song (1970)

Goodbye Yellow Brick Road (1973)

 

Mesquinho sou eu, por postar apenas duas delas. Não se pode julgar nada, sem conhecimento. O conhecimento traz amparo crítico e base para se desenvolver um conceito sobre algo. Sem ele, nada do que se julga é, de fato, julgado. Muito menos música.

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